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Mercado publicitário brasileiro é dominado por multinacionais
Após um período de aquisições de agências publicitárias nacionais por grandes multinacionais de comunicação, o cenário do mercado brasileiro é comandado por agências como a britânica WPP e a francesa Publicis, segundo levantamento realizado pela publicação Meio e Mensagem, divulgado pela Folha de S.Paulo. Das 20 maiores agências do país, 15 têm participação estrangeira (total ou parcial).
A situação divide a opinião dos publicitários brasileiros. Enquanto Nizan Guanaes, da agência Africa, é a favor de um “mercado aberto, global”, Francisco José Moura Cunha Martins, da Artplan, reclama que as grandes contas internacionais não chegam às agências brasileiras, restando apenas o mercado nacional. “O grande problema é que as contas hoje já vêm, todas elas, disputadas lá fora, o que cerceou demais o mercado para as nacionais”.
Cunha Martins diz que mesmo na esfera governamental, onde as agências nacionais teriam mais atuação, os brasileiros perdem, pois as multis “entram com quatro, cinco propostas”, de suas diversas agências, “enquanto a nacional tem uma só”.
Representantes das multis no Brasil discordam. Orlando Marques, presidente da Publicis Brasil, rebate, dizendo que o mercado também é competitivo para eles. “Os clientes têm muita autonomia no Brasil, para poder tomar a decisão e mandar a Publicis às favas se não for competente. Eu tenho que lutar diariamente para manter meus clientes; não é fácil, não”.
Apesar de apresentar peças muito bem sucedidas na última edição do Festival de Cannes, “termômetro” da criatividade do mercado publicitário, o vice-presidente executivo da Federação Nacional das Agências de Propaganda (Fenapro), Humberto Mendes, teme que a dominância de empresas estrangeiras padronizem a criatividade brasileira. “Não podemos deixar de ser os criativos que somos”, diz. Marques, da Publicis, afirma que, pelo contrário, “em talento, estamos até exportando, em cima de marcas mundiais criadas no Brasil”.
Fonte: Portal Imprensa – 09/09/2011
Twitter expande publicidade interna; microblog registra 100 mi de usuários ativos
O Twitter declarou que pretende expandir a publicidade interna no microblog. Em breve, tweets com anúncios de empresas serão inseridos na “linha do tempo” (timeline), mesmo que o usuário não escolha seguir a empresa, noticia O Globo.
Até o momento, a publicidade interna ficava restrita às empresas que os internautas escolhiam seguir em seu perfil, porém, mesmo com a nova estratégia, a propaganda deverá obedecer ao limite de 140 caracteres imposto pelo Twitter.
A nova estratégia publicitária para aumentar a receita da empresa decorre do crescimento do microblog no mundo. Em uma entrevista à Reuters, na última quinta-feira (8), o CEO do Twitter, Dick Costello, declarou que o site registra 100 milhões de usuários ativos, que alimentam o microblog com 230 milhões de tweets por dia. “Queremos continuar sendo independentes; fazer crescer o negócio do jeito que nós achamos melhor e não deixá-lo ser preso por grandes mercados antes de sentirmos que é isso o que queremos”.
O Twitter é uma das empresas que resiste à entrada na bolsa de valores e recusa ofertas bilionárias de compras, a fim de manter a independência.
Fonte: Portal Imprensa – 09/09/2011
Cidades com 100 mil eleitores poderão ter propaganda eleitoral gratuita na TV
Câmara analisa o Projeto de Lei 1110/11, que prevê a veiculação de propaganda eleitoral gratuita em rádio e TV nas eleições para prefeito e vereador dos municípios com mais de 100 mil eleitores. A proposta, do deputado Carlos Bezerra (PMDB-MT), estabelece que a Justiça Eleitoral garantirá a veiculação da propaganda nos municípios onde não haja emissora de rádio e televisão, desde que haja condições operacionais viáveis para a retransmissão.
A proposta altera a Lei das Eleições (9.504/97), que hoje só autoriza a veiculação de propaganda eleitoral nas cidades sem emissoras que possuam mais de 200 mil eleitores. Para o deputado, cidades com mais de 100 mil eleitores já são de porte médio e exigem uma aproximação maior dos candidatos com a população. Essa aproximação, segundo ele, só pode ser feita com a ajuda da propaganda eletrônica.
“Nos municípios com 100 mil eleitores, em que pese o essencial contato direto de candidatos e eleitores, já se mostra indispensável o emprego dos meios de comunicação de massa para a divulgação dos nomes e propostas para a população”, disse Bezerra.
Tramitação
A proposta será examinada na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Se aprovada, segue para o Plenário.